14 junho 2014

Revenge



Capítulo 10


O quarto estava todo iluminado pela lua cheia.
Eu encontrava-me à janela, a olhar para o céu estrelado.
- Voltei! - A voz do Tyler soou perto da porta do quarto e eu virei-me.
-Oi!- disse eu com um grande sorriso.
Ele aproximou-se de mim e beijou-me os lábios.
Eu afastei-o apenas o suficiente para poder falar.
-Que trazes atrás das costas?
-Oh...-disse ele, como se se tivesse esquecido.-Apenas um pequeno presente para uma pessoa que amo.
E deu-me um pequeno beijo, sem que eu pudesse evitar de sorrir.
-Espero que essa seja eu.
-Claro que és tu.- E dito isto, tirou de trás das costas uma rosa vermelha e deu-ma para a mão.-Espero que gostes.
Lancei os braços em redor do pescoço dele, colocando-me em bicos de pé beijei-o.
- Adorei! Obrigado.
-Tu mereces.
Ele começou a beijar-me intensamente e eu comecei a recuar aos apalpões para tentar encontrar a mesinha de cabeceira.
-Espera um pouco, deixa-me pousá-la. Não queremos que ela se estrague.
Pousei a flor rapidamente e voltei a beijá-lo, com tanta intensidade como antes.
Ele envolveu-me com os braços, puxando-me para si com força.Colocou as suas mãos na minha anca e levantou-me, sem parar de me beijar. Ele caminhou em direção a uma cómoda e eu sentei-me em cima dela. As suas mãos subiram-me pelas costas e as minhas desceram do seu maxilar para o seu peito, tentando sentir cada centímetro do seu corpo.
O Tyler deslizou as mãos para a frentre da minha camisa e começou a desapertá-la, depressa.
Sem pensar, as minhas mãos deslizaram até ao fundo da sua t-shirt, agarrando a sua costura e puxando-a para cima. Ele pegou novamente em mim e pousou-me cuidadosamente na cama. Ele tirou o top branco que eu tinha e eu deitei-me para trás, com o seu corpo a acompanhar o movimento do meu. Os seus lábios desceram pelo meu maxilar, em direção ao meu pescoço. Pequenos beijos percorreram-me o pescoço, passando pela minha clavícula e descendo até à minha barriga.
- Ty... - Chamei baixo, pensamento coerentes começavam a surgir-me na mente.
Estavamos a ir muito depressa. Não estava preparada para uma passo daqueles...
- Tyler! - Empurrei-lhe os ombros para que se afastasse de mim.
Contudo a sua boca não parava e voltava a subir em direção à minha.
- Saí de cima de mim! - Voltei a empurrá-lo pelos ombros e quando isso não resultou, enterrei o joelho na barriga dele.
Mas ele não parava. Senti uma das suas mãos a percorrer-me as costas e a agarrar-me no sutiã.
-Ty PÁRA! Por favor.-Disse eu com as lágrimas já a correrem-me pela face.

- Hey, Soph, calma! Sou só eu. - Abri os olhos e encontrava-me novamente no quarto, na cama, ao lado do Ty. 
As suas mãos estavam pousadas nos meus ombros e a minha almofada estava encharcada. Os seus olhos estavam arregalados.
-Não me toques!-gritei eu.
-Calma, Soph. Foi só um sonho.-Disse numa voz dócil, estendendo-me uma mão para me ajudar a sentar.
Ainda reticente, eu aceitei a sua mão se sentei-me lentamente sem que ele tirasse a mão das minhas costas e me aconchegasse a almofada.
Ele envolveu-me nos seus braços e chegou-me para junto dele.
-Agora estás bem. Estás segura.
E ficamos os dois em silêncio durante alguns segundos. Eu ainda estava demasiado abalada para conseguir reagir.
-Queres falar sobre o que se passou?
- Não!
Respirei fundo numa tentativa de afastar aqueles pensamentos da minha cabeça. Ele não me faria uma coisa daquelas....
-Okay, então. Mas se precisares, estou cá para ti.
-Eu só quero ficar um pouco sozinha.
Os dedos dele deslizaram-me pela bochecha num gesto de carinho que me fez encolher.
Eu afastei delicadamente os braços dele e levantei-me.
-Soph...-murmurou tristemente ele.
-Desculpa... Mas é mesmo o que eu preciso agora. Não te preocupes que se eu precisar de alguma coisa chamo-te.- disse forçando um meio-sorriso.
Ele suspirou.
- Está bem.
Apertei o casaco contra o corpo e saí do quarto, arrastando-me para o quarto mais afastado.
Abri a porta e uma brisa fresca acariciou-me a face.
Entrei depressa e fechei a porta com pressa, trancando-a.
Voltei a meter-me na cama. Estava exausta... Embora tivesse demasiado medo de que se adormecesse acabasse por ter outro pesadelo, mas o peso nas minhas pálpebras era mais forte que eu.
Estava segura agora, completamente sozinha...
Aos poucos a sonolencia foi-me vencendo
E por fim adormeci.
Ouvi um grito familiar e depois um voz a chamar:
- Filha! Foge!
Eu tinha que correr, tinha de chegar a eles, se fosse rápida o suficiente, conseguia salvá-los, eu sei que conseguia.
No entanto estava tudo escuro, havia coisas no chão que se tentavam agarrar aos meus pés à medida que eu corria pelo corredor que parecia não ter fim.
- Mãe? Pai? - Chamei. - Eu estou aqui!
Outro grito.
- Não! Deixem-nos! - Obriguei as minhas pernas a moverem-se mais depressa. Tinha de os salvar, tinha de chegar a tempo.
Eu fui contra algo e com a força fui enviada para trás, batendo contra o chão. Levantei-me num salto, tinha o coração aos pulos e as mãos suadas pelo nervosismo.
À minha volta surgiram um par de olhos vermelhos cor de sangue, e depois mais um.
- Não! Deixa-os! - Gritei, tentabdo atacar o dono daqueles olhos.
À minha volta aqueles quatro olhos tranformaram-se em 8, depois em 16, multiplicando-se cada vez mais rápido.
- Eles são meus!!
- Não! - Gritei.
-Sophie!!!!!!!!!!-ouvi gritar.
Comecei a andar à roda, tentando encontrar a origem do grito. Mas tudo o que via eram olhos vermelhos.
- Voltem, voltem! - Pedi, não os podia perder, não outra vez.
Ouviu-se um estrondo e algo quente aproximou-se de mim.
- Não! Eu tenho que os salvar! - Tentei voltar a correr mas havia algo a prender-me.
-Sophie!!!!-Mais gritos, mas desta vez eram diferentes.
-Larga-me!!!-gritei com toda a força que conseguia.
- Abre os olhos princesa, é só um pesadelo, não é real. Olha para mim.
Os gritos tinham desaparecido. Eles tinham ido... Tinha-os perdido... Outra vez...
- Não... - Solucei sentindo as faces molhadas. - Eles não podem! Eu estava quase lá, ia salvá-los!!
Senti algo a sacudir-me como uma onda.
- Sophie, olha para mim. - Pediu uma voz suplicante. - Vamos, abre os olhos. Já passou, não foi real.
Abri os olhos forçando-me para ver por entre as lágrimas. Havia alguém que me agarra pelos ombros, alguém com mãos grandes, quentes e fortes.
- Eles... eles...
Havia qualquer coisa a trespassar-me o peito, algo parecido com um ferro em chamas que me queimava todas as particulas do corpo. Levei as mãos ao peito, por cima do coração, arranhando-o como se pudesse arrancar aquela dor de dentro de mim.
- Soph... Não faças isso, não te magoes. - Pediu-me alguém distante.
- Doí! - Choraminguei, mais vulnerável que nunca.
Não os tinha conseguido salvar, mãos uma vez a minha família morreu por mim e eu não lutei por ela. Era um monstro, um monstro que destrói tudo em que toca.
- Onde é que dói?
-Aqui...-murmurei baixinho e apontei com a minha mão em direção ao meu coração.
- Já vai passar. - Prometeu envolvendo-me com os braços fortes e puxando-me para o seu colo, embalando-me como um bebé. - Foi só um sonho mau princesa, ninguém te vai tocar.
Eu tremia violentamente, embora a pessoa ao meu lado fosse extremamente quente.
A sua mão passou gentilmente ao longo do meu braço pousando na minha mão. Os seus longos dedos entrelaçaram-se nos meus, que, embora demasiado pequenos na sua mão, encaixavam perfeitamente como duas peças de puzzle.
Solucei baixinho e enterrei o rosto no pescoço dele. Havia algo dentro de mim que o reconhecia como porto seguro.
- Ty...? - Murmurei em reconhecimento de quem ele era, o meu Tyler...
- Estou aqui princesa. - Disse carinhosamente.
A minha mente começava a emergir daquele estado de terror. Já conseguia sentir os braços dele em torno de mim e o calor que vinha deles, assim como a melodia do seu coração.
Eu queria estar mais perto dele, esquecer todas as coisas más que nos pareciam perseguir.
- Vieste salvar-me. - Murmurei, encolhendo-me mais contra ele, sentindo-lhe os contornos dos músculos debaixo da camisa.
-Sempre.- murmurou ao meu ouvido.
Um arrepio percorreu-me a espinha, fazendo-me estremecer. Levantei o rosto e colei os meus lábios aos dele.
Ele afastou-se um pouco.
-Já estás melhor?-perguntou fazendo um pequeno vinco entre as sobrancelhas, algo que nunca tinha reparado antes.
Passei a minha mão livre pelo rosto dele, contornando-lhe com os dedos as linhas duras.
- Eu nunca vou estar melhor. - Murmurei.
-As lágrimas nos teus olhos comprovam isso, Soph...
- Shh... - Tracei-lhe o contorno dos labios. - Deixa. Não tem importância.
-Por acaso tem... Se estás bem ou não importa... Pelo menos para mim.
- A mim importa-me o facto de estares aqui. - Desci a mão para o peito dele e deitei lá a cabeça.
-Mas eu não vou a lado nenhum...
- O amanhã é improvável, não prometas o que não sabes se vais poder cumprir. - Murmurei, respirei fundo para sentir o cheiro a casa, caracteristico dele.
-Soph...- Ele pousou as suas mãos na saliencia do meu maxilar e levantou-me a cabeça. O seu olhar penetrou o meu como um flecha.-Eu vou estar sempre aqui para ti.
O olhar dele era escuro e familar, cheio de sentimentos que me eram estranhos.
Nunca tive muito geito com palavras então, como resposta a tudo o que ele me prometia com aquele olhar, beijei-o, esperando que isso chegasse para demonstrar tudo o que me ia na alma.
O Ty soltou-me a mão e pegou-me no rosto com carinho, passando os polegares pelas minhas bochechas, secando-as.
- Eu odeio-o que me vejam chorar. - Resmunguei quando ele me afastou gentilmente.
-Não faz mal, princesa.
Sorri levemente.
- Fui promovida de boneca a princesa?
-Sim... E se te portares bem recebes uma coroa e um chocolate.
Eu ri-me divertida e virei-me, colocando uma perna de cada lado da cintura dele e apoiando os joelhos no colchão.
- Não gosto de comida humana.
Ele olhou-me surpreendido.
-Quem é que não gosta de chocolate?!
Levantei a mão como se estivesse na sala de aula.
- Eu?
- Tu existes? - Perguntou-me com carinho.
- Da última vez que verifiquei, sim, existo.
- Como é que tu entraste? Eu tranquei a porta. - Virei a cabeça e encarei o local onde deveria estar uma porta.
-Ya, claro... Porque uma fechadura vai mesmo manter um lobisomen fora de um quarto quando a sua namorada está lá dentro aos gritos e a sofrer...
Levantei a mão e afaguei-lhe o rosto.
- Não mereço a tua preocupação.
-Mereces tudo de bom neste mundo...
- Não digas isso. - Mandei, sentindo o peso de todas as mentiras no meu coração.
-Porquê?
"Porque eu matei a minha familia e possivelmente toda a gente da tua, porque te menti e te estou a mentir sobre coisas imperdoáveis..."
Encostei a cabeça ao ombro dele e neguei com a cabeça, incapaz de falar.
-Sophie... Sabes que podes confiar em mim...
Fiz que sim com a cabeça.
- Devias deitar-te, ainda não dormiste nada. - Murmurei.
-Dormi sim... Passaram-se 3 horas desde que saíste do quarto a correr.
- Isso é fantástico! Dormiste imenso. - Ironizei.
-Mais do que tu.-Disse, deitando-me a lingua de fora.
- Esqueces-te do facto que ontem eu dormi e tu não. - Realcei.
-Fogo... Está bem... Chatinha...
Levantei a cabeça com os olhos a faiscarem.
- Chatinha?
-Xim...
Cruzei os braços à frente do peito, fazendo cara feia.
- Eu não ''inha'' coisíssima nenhuma.
Ele soltou uma gargalhada.
Ele esticou o dedo e tocou-me na ponta do nariz.
-Okay, pequerrucha.
- Tens desejos suicidas? - Questionei mostrando-lhe os dentes.
-Só de ser matado de amor.-Disse carregando excessivamente no r.
- Se continuares a chamar-me pequena vais morrer e não é de amor. - Ameacei.
-No no no no no! Se me tentares matar, não serás tu, mas sim a tua paixão ardente. Eu serei matado pelo fogo que há em ti
-Tyy! Pára-de-gozar-comigooooo! E, para que saibas ser matado não existe!!!!
Ele riu.
-Não tem piada.-disse enqunto cruzava os braços.
O Tyler pousou uma mão na minha cintura  e outra atrás do meu pescoço, puxando-me para ele e beijando-me os lábios.
- Tem sim, estás melhor?
-Muito melhor agora.
Encostei as mãos no peito dele e de seguida a cabeça.
- Eu devia deixar-te descansar.
- Não estou cansado - Passou os dedos pelo meu cabelo.
Suspirei deixando o meu corpo relaxar.
- Deves estar exausto. - Disse ignorando o que ele disse. - Queres descansar aqui?
-Não. Dormir é o que menos me apetece fazer agora.
- Então, que queres fazer?
-Não dormir?
- Isso é uma atividade? - Ergui a sobrancelha embora ele não pudesse ver.
-Por vezes é...
- Por vezes?
Levantei a cabeça e endireitei-me.
- Pode não te apetecer, mas precisas de dormir. Três ou quatro horas não sao nada quando não dormiste 48h.
Ele olhou uns momentos para mim antes de responder.
-E tu?- Perguntou com uma voz séria, algo que pouco fazia.
- Eu não tenho sono.
-Mas eu só durmo se tu dormires comigo.
- Eu fico aqui.
-Não respondeste a minha pergunta.
Num gesto suaves, a sua mão acariciou-me a cara, afastando delicadamente o cabelo que estava em frente aos meus olhos.
- Que pergunta??
-Não é bem uma pergunta mas acho que entendes o que quero dizer...
- Por acaso nao.
Ele deu um longo suspiro.
- Se dormir vou-te acordar, por isso não, não durmo.
-Como é que a dormires me vais acordar, trenga?
- Porque não há noite nenhuma que eu durma inteira.
-Talvez comigo durmas.
- Pudemos testar essa teoria depois? Numa noite em que não estejas tão cansado
-Mas eu só vou dormir se tu dormires comigo.
- Ty... - Passei os dedos pelo contorno de um botão da camisa dele. - Eu vou estar aqui, a velar por ti.
-Eu vou estar aqui, a velar por ti é código para:"Sim Ty, eu vou dormir junto a ti"?- Disse fazendo uma imitação bastante má da minha voz.
Bati-lhe no peito com um sorriso a brindar-me os lábios.
- Eu não falo assim! Se com ''dormir'' te referes a ficar deitada ao teu lado enquanto TU descansas, sim.
-E quem sabe se não adormeces?
- Se eu disser que sim, deitas-te e descansas??
-Se adormeceres sim...
- Tyler! - Resmunguei impaciente. - Não podes ficar satisfeito por eu ficar ao teu lado?
-Não... Eu fico satisfeito quando estiveres bem...
- Eu estou bem, okay? Já estou habituada! Perdi os meus pais com quê, 2/3 anos? Há mais de 16 que passo por isto.
-E agora vais passar muitos mais muito melhor por isso habitua-te.
E dito, envolveu-me nos seus braços e escorregou para dentro dos lençois, levando-me com ele.
Deslizei para o lado dele e encostei o rosto ao seu ombro.
- Teimoso.
Contudo ele subiu ligeiramente na cabeceira da cama. Não se encontrava sentado mas também não se deitara. Sem que pudesse reagir, puxou-me para ele, com cuidado, e eu deitei a minha cabeça no sei peito. Os seus braços rodearam-me e pude sentir um pequeno beijo no topo da minha cabeça. Em pequenos gestos carinhos afagou-me o cabelo e eu fechei os olhos.
-Cresceste. - Murmurei, sentindo-me aconchegada pelo calor dele.
-Acho que não... Tu é que deves estar mais pequena.
- Não... Estás mais adulto.
Ele beijou-me outra vez a cabeça.
-Acho que estar contigo faz de mim uma pessoa melhor...
Levantei um pouco a cabeça para que lhe pudesse ver o rosto.
- Não... - Sorri. - Tenho quase a certeza que é a falta da influência dos teus amigos idiotas.
-Hey! Que amigos idiotas?
Sorri e passei um braço por cima do peito dele.
- Dorme bem Tyler.
-Dorme bem, Sophie.


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Oiiiii!
Hoje não posso falar muito porque tenho muuuuuuuuuiiiiiiito sono (aqui são 3:15 da manhã) e tenho de ir dormir mas espero que gostem e que comentem! 
Beijinhos a todos!!!!

2 comentários:

  1. Hiii!! Fico feliz por saber que nao dormem por nossa causa (dos leitores) Xd
    Só uma ligeira e pequena ( ENORME) pergunta....
    ."Ya, claro... Porque uma fechadura vai mesmo manter um lobisomen fora de um quarto quando a sua namorada está lá dentro aos gritos e a sofrer..."
    They are dating now??? How did that happen?? :o
    Keep Writing

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  2. Oii!! Obrigado por perguntares e por nos continuares a seguir!
    Excelente pergunta Izabel =) Que tal continuares a seguir Revenge para descobrir?
    Quando ao "Como?" bem, relê o capitulo 9 da história =)
    Beijinhos,
    TniaSvcd e SophiaHart ♡

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O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#